Alguns esquemas das sessões.

Sessão 1 (14/08/2025) – Apresentação do programa de disciplina, leituras e comentários gerais: um pouco sobre a história da Teoria da História.

Sessão 2(prevista para 21/08/2025): Romantismos na aurora da modernidade: impasses, sondagens, interpretações.

1. Questões gerais de conceituação e notas sobre a periodização e as tendências historiográficas.

2. Observações sobre alguns tópicos da sensibilidade romântica nas principais dimensões apontadas pela bibliografia:

2.1.Ruptura com o universal clássico.

2.2.Impulso à auto-reflexão.

2.3.Afirmação dos sentidos imanentes da história.

2.4.Mobilidade, infinitude e desdobramentos estéticos. 

2.5.Síntese: a amplitude da galáxia romântica: cognitivo, ético e estético.

3. Peculiaridades da história sociocultural no período 1815-1848: a imprensa, o folhetim, o livro e outros suportes culturais; o debate sobre o significado de uma esfera pública e seus desdobramentos.

4. A historiografia romântica e o tema da nacionalidade.(*)

   4.1.A ênfase no organismo nacional substituindo o cosmopolitismo da história universal; “sabedoria oculta” e metáforas da vida.

   4.2. Os procedimentos do historiador romântico: o esforço subjetivo de revivência dramática; a visão “pictórica” da História e a busca da continuidade; as relações problemáticas com a emergência de um pacto ficcional e com as ambiguidades da agenda política na época.

(*) Sugestão de leitura rápida sobre este item:

ADENDOS: (se houver tempo para breves comentários e indicações)

5. A concepção de amor ocidental e seu corolário romântico:

5.1.Amor e Lágrimas: rápido excurso sobre a literatura sentimental.

5.2. Mentira romântica e verdade romanesca: breve comentário sobre a obra de René Girard.

2ª. Parte:

6. O debate sobre o conceito de romantismo e seus desdobramentos na história da cultura:  sugestão de tópicos para debates a partir dos textos de Isaiah Berlin e de M. Löwy/ R. Sayre:

6.1. Discutir a validade do conceito de romantismo proposto pelos autores, a partir dos tópicos de crítica à modernidade capitalista: desencantamento e quantificação do mundo; mecanização do mundo; abstração racionalista e dissolução dos vínculos sociais.

6.2. Comparar as duas abordagens do Romantismo: Löwy/ Sayre X Isaiah Berlin.

7.Comentários sobre a bibliografia e sugestão de trabalhos.

Leituras sugeridas:

 Abrahms, M.H. O espelho e a lâmpada: teoria romântica e tradição crítica. Trad. Alzira Leite Allegro. S. Paulo, Editora da Unesp, 2010.

DeJean, Joan. Antigos contra modernos: as guerras culturais e a construção de um fin-de-siècle. Trad. Zaida Maldonado. Rio, Civ. Bras., 2005.

Gay, Peter. Represálias selvagens. Realidade e ficção na literatura de Charles Dickens, Gustave Flaubert e Thomas Mann. Trad. de Rosaura Eichemberg. Cia. das Letras, 2011.

Girard, René. Mentira romântica e verdade romanesca. Trad. Lilia Ledon. S.P., É Realizações, 2009.

Illouz, Eva. El consumo de la utopía romántica; el amor y las contradiciones culturales del capitalismo. Trad. Maria Victoria Rodil. Madri, Katz, 2010.

Lukács, Georg. O Romance Histórico. Trad. Rubens Enderle. S.Paulo, Boitempo, 2011.

Moretti, Franco. Jardim-de-infância IN Signos e estilos da modernidade. Trad. Maria Beatriz de Medina. Rio de Janeiro, Civ. Brasileira, 2007. 

Oehler, Dolf.  O velho mundo desce aos infernos; auto-análise da modernidade após o trauma de junho de 1848 em Paris. Trad. José Carlos Macedo. São Paulo, Cia. Das Letras.

(Ver comentário do professor: https://salibausp.work/wp-content/uploads/2024/08/1848-oehler.pdf

Rosen, Charles. Poetas românticos, críticos e outros loucos. Trad. J. Laurenio de Melo, S.Paulo, Ateliê/Edit. Unicamp, 2004.

Rougemont, Denis de. O amor e o Ocidente. Trad. Paulo Brandi. Rio, Ediouro, 2003.

Safranski, Rüdiger. Romantismo: uma questão alemã. Trad. Rita Rios. S.Paulo, Estação Liberdade, 2010. 

Saliba, Elias Th. . Humor romântico e utopias: reflexões sobre alguns registros cômicos na época do Manifesto Comunista (1814-1857) IN Manifesto Comunista: Ontem & Hoje, S.Paulo, Xamã, 1999.pp.145-158

Franco Moretti, Waterloo Story IN O Romance de Formação, trad. Natasha Palmeira. S.Paulo: Todavia, 2020.

Saliba, E.Th. As Utopias Românticas. 2ª. ed. São Paulo, Estação Liberdade, 2003.

Starobinski, Jean. A tinta da melancolia; uma história cultural da tristeza. trad. Rosa Freire d’Aguiar. S.Paulo, Cia. das Letras, 2016.

WILLIAMS, Raymond. – Cultura e Sociedade, 1780-1950. – Trad. L. Hegenberg e Anísio Teixeira. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1969.

WILLIAMS, Raymond. – O campo e a cidade; na história e na literatura. – Trad. Paulo Henriques Britto. São Paulo: Cia. das Letras, 1989.

TALMON, J. L. – Romantismo e revolta; Europa, 1815-1848. – Trad. Tomé dos Santos Jr. Lisboa: Editorial Verbo, 1967.

——————-, Mesianismo politico; la etapa romántica. – Trad. Antonio Gobernado. México: Aguillar, 1969.

Vicent-Buffault, Anne. História das Lágrimas (Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979).

SESSÃO 3(27/08/2025) 2-O cenário dos naturalismos e seus desdobramentos na teoria da História.
1. Significados gerais e comentários acerca do ambiente mental da época; periodizações da história cultural, principais tendências e desdobramentos.

2. A paisagem cultural dos naturalismos:

2.1 Significados do darwinismo social, positivismos e teorias da degeneração.

2.2. A retórica e o campo semântico do cientificismo na Belle Époque.

3. Imperialismo europeu e a reinvenção da cultura nacional; o projeto de uma ciência humana objetiva e suas relações com as ideologias da época: o nacionalismo étnico-linguístico e seus desdobramentos.

4. A historiografia inspirada nos “naturalismos” e suas características básicas.

4.1. A elaboração das séries documentais e a monumentalização dos registros nacionais.

 4.2.As concepções deterministas de raça, clima e momento histórico; a negação dos elementos transcendentes da história.

  4.3.Repercussões nos procedimentos do historiador: o desprezo à subjetividade, a ênfase na “compilação” dos fatos do passado; a preferência pelo factual; a ênfase no trabalho heurístico limitado aos arquivos escritos; o encadeamento linear entre documento/crítica/fatos.

5. Eugenias, agendas do nacionalismo étnico-linguístico e desdobramentos gerais.

 (Debate a partir do texto de Felipe-Fernandez Armesto).

–Discutir os argumentos principais do texto de Fernandez-Armesto, especialmente aqueles referentes às relações entre o racialismo e o especieísmo.

–Racismo: categoria conceitual e marcadores sociais.  

6.Comentário gerais sobre a bibliografia e sugestões de monografias.

Leituras sugeridas:

Darmon, Pierre. Médicos e assassinos na Belle Époque; a medicalização do crime. Trad. Regina Grisse de Agostino. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1991.

Gould, Stephen Jay, A falsa medida do homem. Trad. Walter L. Siqueira. S.P: M.Fontes, 1999.

 Black, Edwin. A Guerra contra os fracos; a eugenia e a campanha norte-americana para criar uma raça superior. Trad. Tuca Magalhães. São Paulo, A Girafa Editora, 2003.

Gay, Peter. Represálias Selvagens. Trad. Rosaura Eichemberg. S. P., Cia. das Letras, 2010.

McClintock, Anne. Couro Imperial: raça, gênero e sexualidade no embate colonial. Trad. Plínio Dentzien. Campinas Edit. da Unicamp, 2010.

Menand, Louis. The metaphysical Club. N.York, Farrar, Straus e Giroux, 2003.

Moretti, Franco. A dialética do medo IN Signos e Estilos da modernidade. Trad. Maria Beatriz Medina. Rio de Janeiro, Civ. Bras., 2007.

Machado, M.Helena., O Brasil no olhar de William James,1865-1866.S.Paulo, Edusp, 2010. 

Schlanger, Judith. Les metaphors de l´organisme. Paris, Éditions L´Harmattan, 1995.

Stepan,Nancy.The hour of  eugenics. Race, gender and nation in Latin America. Ithaca,Cornell U.Press,1991. (trad. Port. Pela editora FioCruz, Rio de Janeiro, 2005)

Waal, Frans De. Eu, Primata; porque somos como somos. Trad. Laura T. Motta. S. Paulo, Cia. Das Letras, 2007.——————–, A era da empatia; lições da natureza para uma sociedade mais gentil. Trad. Rejane Rubino. S.Paulo, Cia. das Letras, 2010. 

Mollier, Jean-Yves. “ O surgimento da cultura midiática na Belle Époque”IN A leitura e seu público no mundo contemporâneo. Trad. Elisa Nazarian. B.H., Autentica, 2016.

Sevcenko, Nicolau.”O cosmopolitismo pacifista na Belle Époque:uma utopia liberal”IN  Revista de História, USP, 114, 1983(https://revistas.usp.br/revhistoria/article/view/62063 

Vídeo: “Gente em exibição” disponível em https://www.youtube.com/watch?v=HXD-DSfG7g8

Sessão 4 :(11/09/2025) Crise dos naturalismos, cenário fin-de-siècle e crítica da cultura em Nietzsche.

Algumas referências cronológicas: Nietzsche (1844-1900) Henri Bergson(1859-1941)

W.Dilthey (1883-1911)B. Croce(1866-1952) Max Weber(1864-1920) Ortega y Gasset(1883-1955) Georg Simmel(1858-1918)

1. A reação aos naturalismos e seu contexto histórico; observações gerais sobre a periodização e o cenário cultural da Belle Époque(1871-1914).

 2.A reação aos naturalismos no campo filosófico: suas diversas vertentes na teoria do conhecimento e características gerais.

            2.1.A afirmação das diferenças entre o conhecimento da Natureza e o conhecimento do homem; a ênfase na especificidade do processo espiritual humano.

           2.2.Revisão do lugar da História no quadro geral do conhecimento; a história como “teoria dos valores” ou como parte da Estética?

3.Revisão do papel do historiador como sujeito do conhecimento: o “eu temporal” e suas relações com o passado; repercussões na historiografia: o avanço das ciências sociais e a crise metodológica.

 4.Crítica das concepções naturalistas do conhecimento; A impossibilidade da história objetiva e a ênfase no relativismo e no presentismo; Dilthey e o “mundo histórico”.

5. Impasses e configurações da compreensão no conhecimento histórico.( a partir do texto de Prost)

-o estatuto da compreensão subjetiva e seus limites morais;

-imparcialidade e transposição subjetiva;

-a hermenêutica historista e a hermenêutica contemporânea: quadro comparativo.

Sessão 4: Indicações complementares e outras leituras sugeridas: 

Gay,Peter-A Cultura de Weimar, trad.Laura L.Costa Braga,Rio, Paz e Terra,1978.

Barraclough,Geoffrey-A História, vol.I, cap.” A História num mundo em movimento” trad. Maria Luisa Maia, Lisboa,Bertrand,1976.

Eksteins,Modris-A Sagração da Primavera ;a Grande Guerra e o nascimento da Era Moderna,trad. Rosaura Eichemberg, Rio de Janeiro: Rocco,1978.

Suarez,Luiz-“De Burckhardt a Spengler” IN Grandes interpretaciones de la Historia,2a.ed.,Pamplona: EUNSA,1978.

Cruz,Manuel B.,El Historicismo, ciencia social y filosofia,Barcelona:Editorial Montesinos,1981.

Valery,Paul-“Discurso sobre a História” (1932)IN Variedades,trad. Maiza M.Siqueira,S.Paulo: Iluminuras,1991.

Everdell, William R. Os primeiros modernos; as origens do pensamento do século XX. Trad. Cynthia Cortes e Paulo Soares. Rio de Janeiro, Record, 2001.

Todorov, Tzvetan. A beleza salvará o mundo. Wilde, Rilke e Tsvetaeva: os aventureiros doAbsoluto. Trad. Caio Meira. Rio: Difel, 2011.

Washington, Peter. O babuíno de Madame Blavatsky. Trad. Antonio Machado, Rio de Janeiro: Record, 2000.

Ginzburg, C. Controlando a evidência: o juiz e o historiador (disponível em: https://teoriadahistoriaetsusp.files.wordpress.com/2023/09/guinzburg-controlando-a-evidencia-o-juiz-e-o-historiador.pdf

sessão 5(18/09/2025)- Imaginários Modernistas e olhares oblíquos sobre a Teoria da História.

Não entendimento possível entre as pessoas, nem discussão ou ligação entre o hoje e o ontem: as palavras mentem, os sentimentos mentem e nossa propria consciência mente.”

Hugo von Hofmannsthal, Fisiologia do amor moderno 1913

1. Questões gerais: periodização e conceituação do período; canonização e mecanismos de tradição seletiva: questões metodológicas de história cultural.

 2. Os modernismos: nome, natureza, ambiguidades da definição; as polissemias da “modernidade” e os impactos nas imaginações coletivas. 

3. Mapeamento geral do oxigênio mental dos modernismos:

3.1.Auto-referência; subjetividade radical ( e o papel da fenomenologia); perspectiva múltipla; descontinuidade ontológica. Exemplos literários e iconográficos;

3.2. A transformação da subjetividade moderna por novas formas de ordenamento da atenção.(Crary e outros)  

4. A Guerra de 1914, a era das catástrofes e seu impacto nas representações coletivas: excurso sobre as derivações irracionalistas nos modernismos.

4. Condições de produção e difusão cultural: artes de vanguarda e artes de massa.

5.Questões sugeridas para reflexão, a partir dos textos.

5.1.A crítica de Moretti: literatura de massa e negação da história.

5.2.A ambivalência dos modernismos e os conflitos racionalidade e irracionalidade.

5.3.Sugestão de leitura complementar (-Singer, Ben. “Modernidade, hiperestímulo e o início do sensacionalismo popular”): Considerar a concepção neurológica de modernidade e o sensacionalismo popular.

5.4. É possível relacionar o início da batalha pelo “controle da atenção” com a “economia da atenção” no universo digital atualidade?

Leituras Recomendadas:

-Singer, Ben. “Modernidade, hiperestimulo e o início do sensacionalismo popular” IN O cinema e a invenção da vida cotidiana., org. Charney e Schwartz. (Cossac & Naify,2001)

-Berman, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar; a aventura da modernidade. Trad. Carlos Felipe Moisés e Ana Maria Ioriatti. S. Paulo: Cia. das Letras, 1987.

-Blom, Philipp. Os anos vertiginosos : mudança e cultura no Ocidente, 1900-1914. Trad. Clovis Marques. Rio de Janeiro, Record, 2016.

-Bradbury,M.e McFarlane,J.,org. Modernismo; guia geral.1890-1930, trad. de Denise Bottmann,S.Paulo, Cia. das Letras,l989.

 -Cary, Jonathan. Suspensões da percepção: atenção, espetáculo e cultura moderna. Trad. Tina Montenegro. S. Paulo, Cosacnaify, 2013.

(Leitura sugerida, Crary, J. Suspensões da percepção, especialmente o epílogo “1907:enfeitiçado em Roma”, disponível em:

Everdell, William R. The first moderns; profiles in the origins of twentieth-century thought. Chicago, University of Chicago Press, 1999. ( Trad. Bras. Editora Record, 2000).

Gay, Peter. Modernism; the lure of heresy. Nova Iorque, Norton, 2008. (trad. pela Editora Cia. das Letras, 2009)

Larsen, Neil. Modernism and hegemony: a materialist critique of aesthetic agencies.

Minneapolis, University of Minnesota Press, 1990.

Meschonnic, Henri. Modernidade, modernidade. Trad. Lucius Provase. S. Paulo, Edusp, 2017.

Highmore, Bem.”Formations of Feelings, Constellations of Things” IN Cultural Studies Review vol.22,2016.     (disponível em: http://epress.lib.uts.edu.au/journals/index.php/csrj/index )

Herf, Jeffrey. O Modernismo reacionário. trad. Claudio F. S. Ramos. S.Paulo, Ensaio;Campinas,

 Edit. Unicamp, 1993. 

Karl, Frederick R. O Moderno e o Modernismo; a soberania do artista,1885-1925. trad. Henrique Mesquita,Rio de Janeiro, Imago,1988.

Moretti, Franco. Signos e estilos da modernidade.  Trad. Maria Beatriz de Medina. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2007.

Idem, O burguês: entre a história e a Literatura. Trad. Alexandre Morales, S. Paulo, Três Estrêlas, 2014.

Rabinbach, Anson. The Human Motor; energy, fatigue and the origins of Modernity. Berkeley, University of California Press, 1992.

Savage, Jon. A criação da juventude; como o conceito de teenage revolucionou o século XX. Trad. M. Siva Campos. (Rio de Janeiro: Rocco, 2009).

Sennet, Richard. O declínio do homem público: as tiranias da intimidade.  Trad. Lygia A. Watanabe. S.Paulo, Cia. Das Letras, 1988. (especialmente a 3a. parte: “O tumulto da vida pública no século XIX”).

Saliba, E.Th. “Modernismo: os outros lados, os outros horizontes” IN Modernismo: o lado oposto e os outros lados (org. Elias T, Saliba. S.Paulo, Edit Sesc/Brasilian, 2024)

Williams, Raymond The politics of modernism, against the new conformists, Londres: Verso,1989.[trad. Bras. “Política do modernismo: contra os novos conformistas. Trad. André Glaser, S.Paulo, Edit. Unesp, 2011]

Wiser, William. Os anos loucos; Paris na década de 20. 3ª. Ed. trad. Leonardo Fróes. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1995.

Sessão 6: (25/09/2025): Fascismos e obscurantismos epistemológicos (1914-1945).

1. Questões gerais: periodização e delimitação do tema; o pessimismo cultural do período 1918-1945 e a ambiguidade de seus temas no oxigênio mental da época.

2. As “morfologias” da História e os seus desdobramentos: o pêndulo racionalismo / irracionalismo na teoria da história.

    2.1 Os temas difusos dos irracionalismos: tentativa de mapeamento e exemplos literários.

    2.2. Vórtices e espirais: concepções cíclicas de tempo histórico e seus desdobramentos. 

    2.3. Singularidades “germânicas”: Kultur e Zivilisation.

    2.4. Outros exemplos de “morfologias” da História na mesma época: Huizinga, Norbert Elias, etc.  

           Johan Huizinga, O outono da Idade Média(1919)

              Norbert Elias, O processo civilizador(1939).

3. Leituras complementares: Cap. 1 de O Modernismo Reacionário, de Jeffrey Herf

a)O que o autor caracteriza como “paradoxos” do modernismo reacionário?

b)Quais os argumentos de Herf para definir o modernismo como irracionalista?   

c)Pela leitura dos fragmentos e pela grade conceitual de Herf,  Spengler pode ser considerado um autor “modernista”?

2a. Parte: Seminário : Fragmentos de A decadência do Ocidente(1918-1922) de Oswald Spengler(1880-1936), Apresentado por Patrícia Cecília Gonsales.

Sessão 6– Indicações complementares:

Blom,Philipp. Fatura: vida e cultura no Ocidente, 1918-1938. trad. Cristina Cavalcanti. (Rio de Janeiro: Editora Record, 2025.)

Eilenberger, Wolfram. Tempo de mágicos; a grande década da filosofia 1919-1929. trad. Claudia Abeling. S.Paulo, Todavia, 2019. 

Herf, Jeffrey. O Modernismo reacionário. trad. Claudio F. S. Ramos. S.Paulo, Ensaio;Campinas, Edit. Unicamp, 1993. 

Ingrao, Christian. Crer & Destruir: os intelectuais na máquina de guerra da SS nazista. Trad. André Telles. Rio de Janeiro, Zahar, 2016.

Paxton, Robert O. A anatomia do fascismo. Trad. Patricia Zimbres. S. Paulo, Paz e Terra, 2007.

Lukács, György. El assalto a la razón; la traeyctoria del irracionalismo desde Schelling hasta Hitler.(1954)5ª.ed., Madri, Espasa-Calpe, 1979.

Moretti, Franco. Da Terra Desolada ao Paraíso Artificial IN Signos e Estilos da Modernidade, op. cit. nas sessões anteriores,

Schorske, Carl E. A ideia de cidade no pensamento europeu: de Voltaire a Spengler IN Pensando com a Historia; indagações na passagem para o modernismo. Trad.Pedro Soares. S.P., Cia. Das Letras, 2000.

Todorov, Tzetan. A Beleza salvará o mundo. Wilde, Rilke e Tsvetaeva: os aventureiros do absoluto. Trad. Caio Meira. Rio de Janeiro, Difel, 2011.

Vullierme, Jean-Louis. O Espelho do Ocidente; o nazismo e a civilização ocidental. Trad. Clóvis Marques, Rio de Janeiro: Difel, 2019.

Outras leituras paralelas sugeridas:

Paxton,Robert O., A anatomia do Fascismo. Trad. Patrícia Zimbres e Paula Zimbres. S.Paulo, Paz e Terra,2007.

-Eco, Umberto. Fascismo Eterno. trad. Eliana Aguiar. Record, 2019.

-Albrigth, Madeleine. Fascismo: um alerta. trad. Jaime Biaggio. Crítica, 2019.

-Runciman, David. Como a Democracia chega ao fim. trad. Sergio Flaksman. Todavia, 2019.

-Yascha, Mounk. O povo contra a democracia; porque nossa liberdade corre perigo e como salvá-la. trad. Débora Landsberg. Cia. das Letras, 346p.

-Lazzarato, Maurizio. Fascismo ou revolução? O neoliberalismo em chave estratégica. Trad. Fernando Scheibe. São Paulo, N-1 Edições, 2019.

– Murgia, Michela. Instruções para se tornar um fascista. trad. Julia Scamparini. B. Horizonte, Editora Âyiné, 2109.

– Saliba, Elias T. “Com a democracia em crise, se multiplicam os livros que explicam a política atual”, 16/06/2020, O Estado de S.Paulo, disponível em:

https://alias.estadao.com.br/noticias/geral,com-a-democracia-em-crise-se-multiplicam-os-livros-que-explicam-a-politica-atual,70003335250

-Idem, “Filósofo busca as origens intelectuais do nazismo”, disponível em:

https://alias.estadao.com.br/noticias/geral,filosofo-busca-as-origens-intelectuais-do-nazismo-em-livro,70002788113


Sessão 7 (prevista para 2/10/2025) 1a. parte- Marxismos ocidentais, melancolias e desdobramentos; visão geral.

“Nenhuma das duas acusações correlacionadas levantadas por Karl Marx cerca de dois séculos atrás contra o capital – sua destrutividade e sua iniquidade moral – perdeu atualidade. Só o escopo do desperdício e da injustiça é que mudou: ambas ganharam agora dimensões planetárias”

(Zygmund Bauman, Vida Líquida 2009)

1. O marxismo na crise dos “ismos”; o contexto de pessimismo cultural no período Entre-Guerras e depois(1939-1945); considerações gerais sobre a periodização.

2. O marxismo ocidental: definições, ambiguidades, polêmicas; alguns temas centrais e o debate sobre história e consciência de classe.

3. O campo temático da cultura: a reinterpretação da modernidade e da história; os frankfurtianos e a crítica cultural; quadro geral das tendências básicas.

4. O campo temático dos “movimentos sociais” e seus desdobramentos historiográficos:

    4.1. O conceito de hegemonia; perspectivas do conceito no marxismo russo e em Gramsci.

   4.2. Desdobramentos posteriores da temática: a historiografia britânica no pós-guerra e a classe social como categoria histórica.

5. Leitura complementar: Tópicos para leitura e discussão do

texto de S.Jeffries, Grande Hotel Abismo: –a definição de uma “teoria crítica”; a inspiração em Benjamin e a singularidade das relações entre História e Memória.

2a. parte – Seminário “As teses sobre a História”, de Walter Benjamin. (Seminário)

Indicações complementares:

 Adorno, Theodor W. “Resumé sobre Indústria Cultural” (transcrição de programa radiofônico). IN Memória e vida social, I, vol. I, UNESP, Assis, 2001.

———–, «Teoria Freudiana e o padrão da propaganda fascista»,(1951), disponível em: https://teoriadahistoriaetsusp.files.wordpress.com/2022/10/padrao-propaganda-facista-adorno.pdf

Bronner, Stepehn Eric. Da teoria crítica e seus críticos, trad. Tomás Bueno e Cristina Meneguelo. Campinas, Papirus Editora, 1997.

Benjamin, Walter. Sobre o conceito de História.(Edição crítica), org. Márcio Seligmann-Silva. S.Paulo: Alameda Editorial, 2020.

Bouretz, Pierre. Testemunhas do Futuro. Filosofia e Messianismo. Trad. J. Guinsburg e outros. São Paulo, Perspectiva, 2011.

Herf, Jeffrey. O Modernismo reacionário: tecnologia, cultura e política na República de Weimar e no 3º. Reich. Trad. Claudio F.S.Ramos. S. Paulo, Ensaio/Edit. Unicamp, 1994.

Jameson, Fredric. Marxismo e Forma: teorias dialéticas da literatura no século XX. Trad. Ismail Xavier e outros, S. Paulo, Hucitec, 1986.

Netto, José Paulo (org.) História e Consciência de classe; cem anos depois. São Paulo: Boitempo Editorial, 2023.

Williams,Raymond-Marxismo e Literatura,trad. de Waltensir Dutra,Rio, Zahar,1979.

Anderson,Perry-Considerações sobre o Marxismo Ocidental,trad.Marcelo Levy,S.Paulo,

Brasiliense,1989.

Kaye,Harvey J.,Los historiadores marxistas britanicos, un análisis introductorio,trad. Maria do Pilar N.Errasti, Zaragoza: Prensas Universitarias,1989.

Gagnebin, Jeanne Marie. História e Narração em W. Benjamin. S. Paulo: Perspectiva, 1994.

Losurdo, Domenico. O marxismo ocidental; como nasceu, como morreu, como pode renascer. Trad. Ana Chiarini e Diego Ferreira. S.Paulo:Boitempo, 2018. (disponível:

Rudé,Georges-Ideologia e Protesto Popular, especialmente a parte I,trad.Waltensir Dutra,Rio de Janeiro: Zahar,1982.

Losurdo, Domenico.O Marxismo Ocidental: como nasceu, como morreu, como pode renascer . .S. Paulo, Boitempo Editorial, 2018)

Löwy, Michael. Walter Benjamin: aviso de incêndio: uma leitura das teses “Sobre o conceito de História” trad, Wanda N.Caldeira Brant. São Paulo: Boitempo, 2005.

Stallybras, Peter. O casaco de Marx; roupa, memória, dor. 5ª. Ed., Trad. Thomaz Tadeu. B.Horizonte: Autentica, 2016. (disponível em:

Graeber, David. Bullshit Jobs: a theory. N.York: Penguin Books, 2018.

Saliba, E.Th. A vida e a obra de Eric J. Hobsbawm  disponível em:

http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,a-vida-e-a-obra-de-eric-j-hobsbawm-pelo-historiador-elias-thome-saliba,938453

Traverso, Enzo. Melancolia de esquerda; marxismo, história, memória. Trad. André Bezamat. B. Horizonte: Ayne, 2018.

9/10/2025)Sessão 8 : Cultura e Historiografia no pós-guerra: A crítica da razão dialética em Sartre.

 1. Contextos, peculiaridades e trajetórias da obra de Sartre: revisões e conversões “radicais”?:1945,1952,1956,1968…..

2. O existencialismo sartreano e seus dilemas éticos: a constituição dos sentidos no mundo fraturado do pós-guerra.

 3.A “questão” do método e seus significados básicos:

 3.1.O método progressivo-regressivo – seu caráter heurístico na “análise da situação”;

 3.2.A análise concreta na obra O idiota da família: o “projeto” de Flaubert – visão geral. 

4. O sentido da “crítica” da Razão Dialética; observações gerais: a analise do evento histórico através de dois polos. (PÁGINA DE ARTIGO DE JORNAL DO PROFESSOR:

4.1. O polo de inércia: o universo da necessidade da escassez e da serialização dos coletivos;

4.2.O polo de atividade: a prática aberto num projeto e o “grupo no limiar da história”.

 5. Pontos para compreensão e discussão das concepções de Sartre, a partir do texto de István Meszáros:

5.1. A definição do trabalho do biógrafo e do historiador como encontro de duas temporalidades.

5.2. Comentar a frase: “Assim a história não é simplesmente inalterável, mas inesgotável” (p,72).

5. 3. Pode-se dizer que tal concepção  sartreana de História evita as aporias de “objetividade” das concepções naturalistas?

Indicações complementares da sessão 8:

 Chiodi,Pietro-Sartre y el Marxismo, trad. do italiano por Santiago Mir Puig,Barcelona:Oikos-Tau,1969.

Dosse, François. A saga dos intelectuais franceses, 1944-1989, vol. 1: À prova da história(1944-1968).trad. Guilherme F. Teixeira. S.Paulo: Estação Liberdade 2021.

Judt, Tony. Passado imperfeito. Trad. Luciana P. Nogueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.

Meszaros, István. A busca de liberdade: ensaio sobre a obra de Sartre. Trad J. Chasin. S.Paulo: Ensaio, 1995.

Descamps,Christian-As Idéias  Filosóficas contemporâneas na França(1960-1985),trad.Arnaldo Marques, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,1991.

Crary, Jonathan.Terra arrasada; além da era digital, rumo a um mundo pós-capitalista. Trad. Humberto do Amaral. S. Paulo: UBU, 2023.

Cohen-Solal, Annie. Sartre: uma biografia. Trad. Germanie Castro. P. Alegre, L&PM, 1997.

Renaut, Alain e Ferry, Luc. Pensamento 68:ensaio sobre o anti-humanismo contemporâneo. Trad. Roberto Markenson. S. Paulo, Editora Escrita Ensaio, 1988.

Roudinesco, Elisabeth. Filósofos na tormenta: Canguilhem, Sartre, Foucault, Althusser, Deleuze e Derrida. Trad. André Telles. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. 

Sartre, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo (1945) 6ª. Ed. Trad. Daniela B. Henriques. Petrópolis: Vozes, 2014

Winock, Michel. O século dos intelectuais. Trad. Eloá Jacobina. Rio de Janeiro: Bertrand-Brasil, 2000.

Outras indicações laterais citadas em aula:

Han, Byung-Chun. A crise da narração. Trad. Daniel Guilhermino. Petrópolis: Vozes, 2023.

Bloch, Marc. A estranha derrota. Trad. Eliana Aguiar. Rio: Zahar,2011.

Sartre, J.P., Diário de uma Guerra estranha. Trad. B. Souza. Rio, Nova Fronteira, 2004.

Alguns esquemas da sessão 8:

-Sessão 9 ( 16/10/2025) Cultura e historiografia no pós-guerra; os estruturalismos e seus desdobramentos – 2a.. parte (Veyne, P. Foucault revoluciona a História IN Como se escreve a História; Apenas o texto final do livro:

1.Significados gerais: esboço de periodização:1956-1968; o “ oxigênio mental” das reflexões teóricas no segundo pós-Guerra.

2.O “estruturalismo” como “atitude metodológica” e suas fontes de inspiração: a linguística, a psicanálise – e, difusamente, a teoria da informação e a crítica à fenomenologia.

3.Tendências dos estruturalismos nas ciências humanas e desdobramentos nas concepções de história; a “linguística estrutural” e sua aplicação no estudo das culturas( Lévi-Strauss); semiologia e estudos literários (Barthes); “Estruturalismo genético” (L.Goldmann),etc.

4. Análise de alguns temas e desdobramentos da obra de Michel Foucault: A noção de práticas discursivas e a relação entre o poder e o conhecimento; crítica das noções de sujeito e verdade.

 5. Notas para uma visão geral: conquistas e perdas da voga cultural dos estruturalismos.

6. Sugestões de textos para analises e debates:

6.1. “O discurso da história” (1967) de Roland Barthes

         *Para Barthes, a “existência linguística do fato” é um desafio para a teoria da história?

6.2. “Foucault revoluciona a história” (Veyne):

         *A noção de “práticas discursivas” seria viável para a metodologia do historiador?

Sessão 9 – Indicações complementares:

Skinner,Quentin,org., El retorno de la Gran Teoria en las ciencias humanas,trad. Consuelo V.Parga,Madri,Alianza Editorial,1988.

Deschamps,Christian- As Idéias  Filosóficas contemporâneas na França(1960-1985),trad.Arnaldo Marques, Rio, Jorge Zahar Editor,1991.

Dosse,François-História do Estruturalismo, 2 vols.,trad.Alvaro Cabral, S.Paulo,Ensaio;Campinas,Edit. da UNICAMP,1993.

————–,A saga dos intelectuais franceses. Vol. 1: À prova da História(1944-1968). Trad. Guilherme Freitas Teixeira. S.Paulo: Estação Liberdade, 2021.

Cabrera, Miguel Angel. Historia, lenguaje y teoria de la sociedad. Madri, Ediciones Cátedra, 2001.

Eagleton,Terry-Teoria Literária,uma introdução, especialmente cap.3.trad. Waltensir Dutra,S.Paulo,Martins Fontes,1983.

O´Brien, Patrícia. A história da cultura de Michel Foucault IN Hunt, Lynn, org. A nova história cultural, op. Cit.

Rancière,Jacques,” As palavras da História” IN Novos Estudos CEBRAP,n.30,S.Paulo,CEBRAP,julho de 1991,pp.131-148.

Roudinesco, Elisabeth. Filósofos na tormenta: Canguilhem, Sartre, Foucault, Althusser, Deleuze e Derrida. Trad. André Telles. Rio de Janeiro, Zahar, 2007. 

Sahlins, Marshall. Esperando Foucault, ainda. Trad. Marcela C. de Souza e Eduardo Viveiros de Castro, S. Paulo, Cosac & Naif, 2004.

Simiand, François Método Histórico e Ciência Social. Trad. José Leonardo do Nascimento.Bauru, Edusc, 2003.

Sylla, Bernhard. “Roland Barthes: a língua é fascista” IN Revista Diacrítica, vol 29,n.2, Braga, Univ. do Minho, 2015. (disponível em: <http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0807-89672015000200009&lng=pt&nrm=iso&gt;

Barthes, Roland. O rumor da língua. Trad. Mário Laranjeira. S. Paulo, Brasiliense, 1988.(sugestão de leituras rápidas: -Sobre a Guerra-fria: https://teoriadahistoriaetsusp.files.wordpress.com/2020/11/guerafria.pdf

-Sobre 1968:

Outras sugestões para trabalhos:

– Orwell, George. 1984 – em leitura comparativa com Ginzburg, Carlo, “Seu país precisa de você: Um estudo de caso em iconografia política” IN Medo, reverência, Terror, trad.Frederico Carotti. S.Paulo:Cia. das Letras, 2014.

-Fetter-vorm, Jonathan Trinity: a historia em quadrinhos da primeira bomba atômica. Trad. André Czarnabai. S. Paulo, 3 Estrelas, 2013.

Sessão 10: (prevista para 23/10/2025) A teoria da história no cenário pós-moderno: a guinada linguística e as filosofias da linguagem. 1a. parte.

1. A guinada linguística e o cenário da pós-modernidade; comentários sobre a periodização; a heterogeneidade das referências teóricas; observações gerais e diferentes abordagens

2. As duas grandes tendências contemporâneas na filosofia da linguagem e seus desdobramentos na epistemologia da História. (Texto para leitura rápida: “O besouro na caixa”, disponível em: https://teoriadahistoriaetsusp.files.wordpress.com/2020/11/o-besouro-na-caixa.pdf

3) O historiador como intérprete dos significados do passado; hermenêutica ou desconstrução – comentários gerais; a hermenêutica: abandono ou ruptura com as teorias da história? O retorno à uma filosofia da interpretação do sentido

 4) Discussão dos textos com base nos seguintes tópicos:

-a teoria da história no cenário pós-moderno;

-a proposta de uma metodologia reflexiva de K.Jenkins.

2a. parte:Seminário: O encantamento sonoro do mundo. Histórias de paixão e consciência em fitas K 7(1967-2017), por Bruno Tavares M. Macedo.

Sessão 10 – Sugestões de leituras:

 Burke,Peter,org.A Escrita da História, novas perspectivas, tradução de Magda Lopes,S.Paulo,Edit.da UNESP,1992.

Brockman, John. Einstein, Gertrude Stein, Wittgenstein e Frankenstein: reinventando o universo. Trad. Valter Ponte. S. Paulo, Cia. das Letras, 1990.

Ginzburg, Carlo. O fio e os rastros; verdadeiro, falso, fictício. Trad.. Rosa Freire d´Aguiar e Luis Eduardo Brandão. S. Paulo, Cia das Letras, 2008.

Hobsbawm, E.J. “Pós-modernismo na floresta” IN Sobre História. Trad. Cid Moreira. S.Paulo: Cia. de Bolso, 2018.

Jablonka, Ivan A História é uma literatura contemporânea: manifesto pelas ciências sociais. Trad. Verónica Galíndez. Brasília: Editora da UNB, 2021.

 Jenkins, Keith. A História Repensada. Trad. Mario Vilela, S. Paulo, Contexto, 2001.

———–, A História Refigurada; novas reflexões sobre uma antiga disciplina. Trad. Roberto C. Costa, S. Paulo: Contexto,2014.

Hartog, François. “Uma inquietante estranheza” IN Crer em História. Trad. Camila Dias. Belo Horizonte: Autentica, 2017.

Pinker, Steven. Do que é feito o pensamento; a língua como janela para a natureza humana.  Trad. Fernanda Ravagnani. S. Paulo, Cia. das Letras, 2008.

Sacks, Oliver. “O discurso do Presidente” IN O homem que confundiu sua mulher com um chapéu. Trad. Laura T. Motta. S. Paulo, Cia. das Letras, 1998.

Adendo:

D’Ancona, Matthew. Pós-Verdade: a nova guerra contra os fatos em tempos de fake news. Trad. Carlos Szlak. Barueri, Faro Editorial, 2018.

Ferraris, Maurizio. Postvérité et autres énigmes. Trad. Michel Orcel. Paris, P.U.F., 2018.

Morozov, Evgeny. Big Tech; a ascensão dos dados e a morte da política. Trad. Claudio Marcondes, S. Paulo, Ubu Editora, 2018.

Viennot, Bérengère. A língua de Trump. trad. Maria L. Franceschini. B.Horizonte: Ayné, 2020.

30/10-Recesso.

Sessão 11- 6/11- 1a. parte-A narratividade na História: falácia ou panacéia? (Antoine Prost, Doze lições sobre a História, cap. XI).

2a. parte; Seminário texto – Hayden White ( Apresentação Pedro Issa)